IBGE aponta que Piauí enfrenta pobreza e baixos índices educacionais
Segundo o relatório do IBGE, 45,3% da população do estado vivia em situação de pobreza em 2023
Piauí tem baixos índices educacionais / Foto ilustrativa
O Piauí apresenta desafios sociais expressivos, com 45,3% da população vivendo em situação de pobreza em 2023, segundo a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada pelo IBGE.
Embora o estado tenha registrado avanços na redução da pobreza em relação a 2012, quando o índice era de 55,4%, os números ainda são alarmantes. Em 2023, 1,49 milhão de piauienses enfrentavam essa realidade, mostrando uma redução de 280 mil pessoas em comparação com o início da série histórica.
Os desafios se estendem à educação: apenas 69,7% dos jovens entre 18 e 29 anos no Piauí possuíam pelo menos 12 anos de estudo, índice inferior à média nacional de 73,1%. Essa defasagem compromete o alcance das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), que busca universalizar o acesso a esse nível de instrução até 2024. O índice reflete desigualdades regionais, particularmente entre áreas urbanas e rurais, e entre os 25% da população com menores rendimentos.
A extrema pobreza também apresentou uma redução significativa, caindo de 11,6% em 2022 para 8,1% em 2023, a menor proporção desde 2012. Em termos absolutos, isso representa 267,5 mil pessoas vivendo com menos de R$ 209 por mês no ano passado, uma queda de 191 mil em 11 anos. Apesar dos avanços, a taxa no estado ainda é quase o dobro da média nacional, que foi de 4,4% em 2023.
O relatório evidencia o impacto de programas sociais no combate à pobreza, mas também destaca a necessidade de políticas públicas mais abrangentes para superar as desigualdades.
Segundo o IBGE, esses dados são essenciais para orientar ações voltadas ao desenvolvimento regional e à inclusão social. As melhorias na classificação do Piauí em relação a outros estados são um indicativo de progresso, mas reforçam a urgência de investimentos em educação e geração de renda para consolidar avanços e reduzir as disparidades históricas.
Fonte: IBGE
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