Advogada é assassinada à tiros em Paulistana
Segundo a PM, Adelaide Gomes Celestino, irmão da vítima, é o principal suspeito de cometer o crime
Advogada Valdenice Gomes / Foto: Arquivo pessoal
A advogada Valdenice Gomes Celestino Soares, assessora jurídica da Prefeitura de Paulistana, foi morta a tiros na manhã desta segunda-feira (3) na localidade Jorge, situada na zona rural do município.
De acordo com informações da Polícia Militar do Piauí, o principal suspeito do crime é um irmão da vítima, identificado como Adelaide Gomes Celestino.
A motivação do crime estaria relacionada a um possível conflito familiar envolvendo disputa por terras. As Polícias Civil e Militar foram acionadas e estão apurando as circunstâncias do caso.
Segundo informações do tenente-coronel França, comandante da Polícia Militar de Paulistana, a vítima estava montando uma cerca para dividir a sua parte da propriedade do irmão, quando os dois começaram uma briga. O terreno foi uma herança da mãe.

"Houve o encontro desses dois irmãos na propriedade que a mãe deles havia dividido para eles. Ela estava terminando de montar uma cerca de arame, e quando ele chegou começou uma discussão com ela. Nessa discussão ele desferiu dez tiros de arma de fogo. A vítima foi a óbito no local, enquanto o indivíduo fugiu em uma motocicleta", afirmou o comandante.
Valdenice atuava como assessora jurídica da Prefeitura de Paulistana, prestando serviços junto à Secretaria Municipal de Assistência Social.
Por meio de nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que está enviando representantes ao município para acompanhar de perto as investigações e prestar apoio à família e à categoria profissional.

O CRIME
Antes do assassinato, suspeito e vítima chegaram a se encontrar em uma estrada em Paulistana, mas a advogada teria pedido para o irmão não se aproximar porque ela tinha uma medida protetiva, que impedia a proximidade entre os dois. Ela chegou a filmar ele com o próprio celular para intimidar o irmão.
Conforme a Polícia Militar, não há detalhes sobre o assunto ao qual o irmão queria falar com a advogada, mas, segundo testemunhas, ele ficou irritado com a gravação. Antes de matá-la, ele teria dito: “agora me filma”.
No momento do crime, a advogada arrumava uma cerca de arame farpado em uma região de mata do terreno, que fica ao lado da terra herdada pelo irmão. A advogada estava acompanhada de uma irmã e de um sobrinho.
Após o primeiro tiro na advogada, o suspeito mandou os demais correrem do local. Ela teria falado: “você atirou no meu peito, irmão”.
Fonte: Meio Norte
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