• Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019

Padre Walmir atrasa contribuição e é impedido de votar na eleição do PT

Prefeito de Picos foi até a Câmara de Vereadores na manhã de ontem, mas não pode votar por estar em atraso com a contribuição partidária

Inadimplente com a contribuição partidária, Padre Walmir não pode votar na eleição do PT / Foto: José Maria Barros

Por José Maria Barros

O prefeito de Picos, Padre José Walmir de Lima (PT), passou por um constrangimento na manhã de ontem, 8 de setembro, quando foi impedido de participar da eleição direta do Partido dos Trabalhadores, ao qual é filiado. O motivo para o impedimento é que o gestor se encontra inadimplente com a contribuição partidária cobrada aos ocupantes de cargos eletivos.

Padre Walmir e Dudé foram impedidos de votar no presidente do PT, Wellington Dantas/Foto: Ascom.
 

A eleição para escolha do novo presidente do diretório municipal do PT em Picos foi realizada na manhã de ontem, 8, no plenário da Câmara de Vereadores. O prefeito Padre Walmir esteve presente no local pela manhã, mas, como se encontra em atraso com a contribuição partidária não pode votar.
    
Além do prefeito Padre Walmir, outras lideranças políticas e servidores municipais lotados em cargos comissionados e que são filiados ao PT, também não puderam participar do processo eleitoral pelo mesmo motivo, ou seja, estão em débito com a contribuição partidária.

Vereador Evandro Paturi também não pode votar por atraso na contribuição partidária/Foto: José Maria Barros.
 

A contribuição partidária é uma espécie de dízimo dos ocupantes de cargos eletivos ou indicados políticos para posições de confiança nos governos. É o caso do assessor do prefeito Padre Walmir, José Venâncio de Sousa Filho, o Dudé, que exerce cargo de confiança com DAS-símbolo 9, valor equivalente a R$ 2.900,00 por mês. Ele é um dos que foram impedidos de votar ontem por estar em atraso com a contribuição à legenda ao qual é filiado.

Assesor do Padre Walmir, Dudé também foi impedido de votar/Foto: José Maria Barros.
 

Também se encontram em atraso com a contribuição partidária e, por isso não puderam participar da votação ontem, 8 de setembro, o vereador Evandro Lima de Moraes, o Evandro Paturi e sua esposa, professora Maria Rosilene Monteiro Luz, secretária municipal de Educação. Os dois são acusados de infidelidade partidária por não terem votado em alguns candidatos do partido nas últimas eleições e, estão respondendo a processo disciplinar.

Secretária de Educação, Rosilene Monteiro, também não pode votar/Foto: José Maria Barros.
 

Por atraso na contribuição partidária, também foram impedidos de votar na eleição interna do PT ocorrida ontem, o Coordenador de Obras do Município, Reginaldo Osvaldo e o suplente de vereador José Antônio de Sousa Batista.

Contribuição    
           
Segundo a direção nacional da legenda, a arrecadação de recursos por meio da contribuição de filiados, é fundamental para que o PT dê continuidade à luta pela defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores.

Somente os filiados em dias com a contribuição puderam votar/Foto: José Maria Barros.
 

Os ocupantes de cargos eletivos ou indicados políticos para posições de confiança nos governos pagam um valor mensal que varia de 6% a 11% do salário bruto recebido. Já os filiados comuns devem pagar uma contribuição anual de R$ 30,00, conforme resolução baixada em 2018 pela Comissão Executiva Nacional do PT.
 

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