• Terça-Feira, 05 de Julho de 2022

Juiz decreta prisão preventiva de PM que matou piloto de motocross em Floriano

O 2º tenente da Polícia Militar do Piauí, Hélio Avelino Cardoso, foi o autor do disparo contra a vítima

Piloto de motocross morto por policial militar / Foto: Aquivo pessoal

O juiz Valdemir Pereira Santos, da Vara de Plantão de Floriano, em decisão do dia 13 de março, decretou a prisão preventiva do 2º Tenente da Polícia Militar, Hélio Avelino Cardoso, pela morte do piloto de motocross Agno dos Santos Vieira, de 21 anos, que foi alvejado com um tiro, no dia 12 de março, em uma blitz no município de Floriano, distante 246 km de Teresina.

O caso ocorreu no sábado (12), por volta das 17h40, na PI 140. Consta na decisão que o segundo tenente estava com mais dois policiais realizando uma blitz que faz parte da “Operação Bloqueio”, quando vítima Agno dos Santos Vieira recebeu ordem de parada, que não teria sido obedecida. Ele teria feito uma manobra no sentido de retornar e evitar a abordagem, momento em que o policial fez um disparo de arma de fogo.

A vítima foi encaminhada para Hospital Regional Tibério Nunes, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele participava de uma prova de motocross antes de se deparar com a blitz.

O policial Hélio Avelino, que atua no 3º Batalhão da Polícia Militar, foi preso em flagrante e teve a sua arma recolhida. Na decisão o juiz Valdemir Pereira disse que o policial foi reconhecido com o responsável pelo disparo e que agiu de maneira injustificada, e que é necessário converter o flagrante em prisão provisória, para manter a ordem pública.

“Existem argumentos idôneos e suficientes ao cárcere provisório do custodiado para garantir a ordem pública, a qual restou abalada, notadamente diante do modus operandi da conduta delitiva, eis que o mesmo atingiu a vítima de maneira injustificada. Nesse contexto, havendo forte indicativo da autoria do flagrado em situação delituosa de gravidade concreta (policial militar de serviço dispara diversas vezes contra vítima por motivo injustificado), é de rigor a manutenção da sua prisão cautelar, como forma de preservar a ordem pública evidentemente abalada, pela recente infração cometida e pela forte probabilidade de reiteração em caso de pronta concessão de liberdade, não se mostrando adequada a conversão em medidas cautelares diversas à prisão”, destacou o juiz na decisão.
Já nesta segunda-feira (14), o caso do policial foi transferido para a 9° Vara Criminal da Justiça Militar da Comarca de Teresina, onde será julgado.

Corregedoria

O caso do policial militar ainda será analisado de forma administrativa pela Corregedoria da Polícia Militar, que ao final pode acabar com a sua expulsão da corporação.
 

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