• Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019

Governo abandona escola Miguel Lidiano e comunidade cobra conclusão da obra

Iniciada há mais de cinco anos a reforma da escola estadual nunca foi concluída pelo governo do Piauí

Escola Miguel Lidiano está abandonada faz mais de um ano / Foto: José Maria Barros

Por José Maria Barros

Diferente do que prega na propaganda oficial, o governo de Wellington Dias (PT) vem tratando a educação com desprezo, pelo menos em Picos. A escola estadual Miguel Lidiano, localizada no bairro Junco, começou uma reforma ainda em abril de 2014 e nunca foi concluída. Por conta disso, os alunos estão há seis anos estudando em prédios improvisados e cedidos temporariamente.

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Mato toma conta do local/Foto: José Maria Barros.
 

Orçada em R$ 1.211.211,07, a reforma e ampliação da unidade escolar Miguel Lidiano, em Picos, foi iniciada em abril de 2014, após um ano que os alunos haviam sido remanejados para o Centro de Convivência do bairro Pedrinhas. O serviço está totalmente paralisado faz mais de dez meses e, devido ao abandono o mato tomou conta do local onde deveriam estar sendo ministradas aulas.

Prédio está abandonado/Foto: José Maria Baros.
 

A diretora da escola Miguel Lidiano, professora Islândia Cleide de Sousa Araújo, contou, com detalhes, toda a luta da comunidade para que a reforma do prédio seja concluída. No entanto, até o momento a batalha tem sido difícil, tendo em vista a indiferença do governo do estado para com o projeto.
    
“Nossa situação é muito complicada e a gente se entristece muito de não poder fazer um trabalho como gostaríamos, ou seja, uma educação de qualidade num espaço que merecemos. Por isso, faço um apelo ao governador Wellington Dias (PT) para que conclua a reforma do prédio, que já tem muita coisa feita” – conclamou Islândia Araújo.

Diretora da escola apela ao governador que conclua a reforma/Foto: José Maria Barros.
 

Peregrinação
    
A diretora do Miguel Lidiano lembra que os alunos foram remanejados para o Centro de Convivência do bairro Pedrinhas em abril de 2013 e, em 2014 ela assumiu a gestão. Em abril de 2014 foram iniciadas as obras de reforma do prédio, após um ano que os alunos e professores estavam em outro local.
    
Na época o governador era Wilson Martins, que renunciou ao cargo para disputar o Senado e foi substituído pelo vice, José Filho. Após a eleição as obras foram paralisadas e em 2015, quando Wellington Dias assumiu o mandato o serviço foi retomado e mais uma vez paralisado antes de ser concluído.

Sala de aula/Foto: José Maria Barros.
 

Em visita a Picos no dia 7 de abril de 2017, a deputada federal e então secretária estadual de Educação, Rejane Dias (PT), foi até a Unidade Escolar Miguel Lidiano, conversou com o mestre de obras e garantiu que a reforma seria concluída dentro de, no máximo, cinco meses e entregue a comunidade.

“Passados mais de dois anos estamos mais uma vez tentando, reivindicando e procurando entender o porquê de uma obra tão grandiosa, importante para o Junco e demais bairros vizinhos não ser concluída. Uma escola que atende mais de 300 alunos nos turnos da manhã, tarde e noite está se resumindo aqui no corredor, em dez salas de aula nos fundos do prédio da antiga Uespi” – questiona Islândia Araújo.

Rejane Dias não cumpre promessa e reforma não é concluída/Foto: José Maria Barros.
 

Projeto
     
Neste mês de setembro a unidade escolar Miguel Lidiano completa 53 anos de fundação e, por conta disso a direção vai desenvolver um projeto para reivindicar, fazer ações cobrando das autoridades que olhem pela comunidade escolar Miguel Lidiano e faça-se cumprir a conclusão da reforma.

Dependências da escola antes do início da reforma/Foto: José Maria Barros.
 

A Unidade Escolar Miguel Lidiano atende várias modalidades, ofertando no turno da manhã o ensino médio regular, à tarde ensino fundamental do 6º ao 9º ano e a noite oferece o EJA- ensino fundamental e EJA médio. 

Escola funciona atualmente em salas nos fundos do antigo prédio da Uespi/Foto: José Maria Barros.
 

A escola fica situada na avenida Lírio Baldoino, bairro Junco, Zona Leste de Picos, mas, devido aos riscos de desabamento o prédio foi interditado no início de 2013 e desde então, alunos, professores e servidores administrativos lutam pela conclusão da reforma iniciada em abril de 2014. Atualmente, o local está abandonado e sem vigilância.

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