• Segunda-Feira, 23 de Fevereiro de 2026

Sindjor repudia decisão da justiça por manter Arimateia Azevedo no regime fechado

Entidade afirma que o Judiciário ignorou quadro clínico grave do jornalista e apela por sensibilidade

Jornalista Arimateia Azevedo volta para prisão / Foto: divulgação

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí divulgou nota na noite desse sábado (21) manifestando repúdio à decisão da Justiça do Piauí que manteve o retorno do jornalista José de Arimateia Azevedo, de 72 anos, ao regime fechado. A entidade classifica a medida como insensível diante do quadro clínico do profissional e apela pela concessão de prisão domiciliar.

A decisão foi mantida após a negativa de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Piauí. O entendimento do juiz Marcus Klinger M. de Vasconcelos teve como base laudo do Instituto Médico Legal, que classificou o estado de saúde do jornalista como crônico, sem indicação de necessidade de tratamento de alta complexidade ou risco imediato de morte. Com isso, o magistrado concluiu não haver impedimento para o cumprimento da pena em regime fechado.

A família e a defesa contestam o posicionamento, apresentando laudos médicos anteriores e documentos oficiais que indicam agravamento do estado de saúde e ausência de estrutura adequada no sistema prisional para atender o jornalista.

Na nota, o Sindjor-PI afirma que o Judiciário desconsiderou os riscos à saúde do jornalista e a limitação estrutural do sistema prisional. A entidade também lamenta a decisão do desembargador Antonio Lopes de Oliveira, da 2ª Câmara Criminal, que indeferiu o pedido de prisão domiciliar.

Segundo os relatórios médicos anexados ao processo, inclusive da Penitenciária Irmão Guido e da Colônia Penal Agrícola Major César de Oliveira, Arimateia enfrenta comorbidades como diabetes tipo 2, hipertensão, sequelas de AVC, aneurisma de aorta abdominal e histórico de angioplastia com colocação de stents. 

Ele estava em prisão domiciliar desde 2022. Após tomar conhecimento da decisão que determinou o retorno ao regime fechado, o jornalista passou mal e precisou ser internado em um hospital particular de Teresina.

Confira a nota na íntegra 

Repúdio à insensibilidade do Judiciário e defesa da prisão domiciliar de Arimateia Azevedo

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí (Sindjor-PI) manifesta indignação diante da decisão do Judiciário piauiense que negou habeas corpus ao jornalista José de Arimateia Azevedo, determinando seu retorno ao regime fechado por decisão do juiz Marcus Klinger Vasconcelos.

Aos 72 anos, o jornalista enfrenta graves comorbidades, como diabetes tipo 2, hipertensão, sequelas de AVC, aneurisma de aorta abdominal e histórico de angioplastia com stents, necessitando de acompanhamento médico contínuo e especializado.
Mesmo assim, o Judiciário desconsiderou a falta de estrutura do sistema prisional para atender seu quadro clínico, ignorando os argumentos da defesa sobre os riscos à sua saúde.

O Sindjor-PI lamenta ainda a decisão do desembargador Antonio Lopes de Oliveira, da 2ª Câmara Criminal, que indeferiu o pedido de prisão domiciliar, apesar de o jornalista não representar risco à sociedade e já haver reconhecimento da gravidade do caso pelo STF.
Diante disso, o Sindicato apela por sensibilidade e respeito à dignidade humana, confiando que o caso será revisto nas instâncias superiores, com o restabelecimento da prisão domiciliar para preservar a vida do jornalista.

Teresina, 21 de fevereiro de 2026

 Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí
 
Fonte: Lupa1

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