Polícia Federal indicia Bolsonaro por tentativa de golpe de estado
Em fevereiro de 2025 inicia a fase de depoimentos das testemunhas, alegações finais e novas provas
Bolsonaro é indiciado pela Polícia Federal / Foto: divulgação
A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado, na tarde desta quinta-feira (21/11).
O inquérito analisava a existência de uma organização criminosa atuando para impedir a posse do Governo Federal, por Lula (PT) e seu vice Geraldo Alckmin (PSB).
A PF enviou um relatório para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde consta o indiciamento do ex-diretor da Agência Brasileira de Informações (Abin) Alexandre Ramagem; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno; o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; o presidente do PL, Valdemar Costa Neto; e o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, Walter Souza Braga Netto, pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa
Além dos principais investigados, outras 30 pessoas também foram indiciadas no mesmo caso:Ailton Gonçalves Moraes Barros; Alexandre Castilho Bitencourt da Silva; Almir Garnier Santos; Amauri Feres Saad; Anderson Lima de Moura; Angelo Martins Denicoli; Bernardo Romão Correa Netto; Carlos Cesar Moretzsohn Rocha; Carlos Giovani Delevati Pasini; Cleverson Ney Magalhães; Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira; Fabricio Moreira de Bastos; Fernando Cerimedo; Filipe Garcia Martins; Giancarlo Gomes Rodrigues; Guilherme Marques de Almeida; Helio Ferreira Lima; José Eduardo de Oliveira e Silva; Laercio Vergilio; Marcelo Bormevet; Marcelo Costa Câmara; Mario Fernandes; Nilton Diniz Rodrigues; Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho; Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira; Rafael Martins de Oliveira; Ronald Ferreira de Araujo Júnior; Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros; Tércio Arnaud Tomaz e Wladimir Matos Soares.
PRÓXIMOS PASSOS
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, deve encaminhar o relatório da Polícia Federal para a Procuradoria-Geral da República (PGR). O Ministério Público Federal (MPF) terá um prazo de 15 dias para decidir se irá apresentar uma denúncia contra os envolvidos, arquivará o processo ou solicitará novas diligências antes de tomar uma posição.
Caso a PGR apresente a denúncia, os ministros do Supremo devem decidir se há elementos para que ela seja recebida, caso seja, os denunciados do processo viram réus do processo.
A previsão é que em fevereiro de 2025 inicie a fase de depoimentos das testemunhas, alegações finais e novas provas.
Fonte: Oitomeia
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