• Sexta-Feira, 16 de Janeiro de 2026

Funcionários da Agespisa denunciam atraso salarial e fechamento da empresa sem aviso

Vice-presidente do Sintepi alegou o não pagamento dos salários desde novembro e recorrerá à Justiça

Prédio da Agespisa tem letreiro retirado / Foto: Ricardo Morais/OitoMeia

Na última terça-feira, 13 de janeiro, funcionários da empresa Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa) se mobilizaram em frente ao prédio, denunciando o fechamento da empresa em aviso prévio, atrasos salariais desde novembro de 2025 e ausência de diálogo por parte do Governo do Estado.

Segundo o diretor de Casos Humanitários da Agespisa, Cláudio Fontenele, após a privatização, o Governo havia anunciado que iria cumprir com os compromissos dos trabalhadores. Aa promessa, no entanto, não foi cumprida.

Cláudio Fontenele/Foto: Ricardo Morais/OitoMeia.
 

“Nesse final de ano os trabalhadores ficaram desassistidos, totalmente abandonados e, para nossa surpresa, se depararam com as portas da empresa lacradas, com cadeados e cheio de tapumes, com faixas indicando que aqui não era mais a Agespisa, e que seria uma empresa de educação e de informação do estado do Piauí“, afirmou.

De acordo com Cláudio, além da falta de aviso sobre o fechamento da empresa, os funcionários estão com os salários atrasados desde novembro de 2025.
“Foi um desrespeito porque os trabalhadores não foram informados, não foram comunicados, não houve de maneira alguma por parte do governo nenhum tipo de compromisso em relação à situação desses empregados. Para agravar ainda mais a situação, nós tivemos a terrível surpresa do não pagamento de salários, não tivemos novembro sendo pago, não tivemos dezembro e ainda estamos com a incerteza de que nós vamos receber janeiro e os demais meses que estão por vir”.

Cláudio reforçou que os funcionários buscaram a Justiça e que tentaram dialogar com o governador Rafael Fonteles (PT), mas não obtiveram respostas.

“O governador Rafael Fonteles do Partido dos Trabalhadores está desrespeitando a Constituição Federal, desrespeitando a CLT e acima de tudo, desrespeitando os trabalhadores e trabalhadoras da Agespisa, infelizmente o governador não está nem aí, nem para a população, nem para os trabalhadores. Não houve conversa, a gente até que tentou buscar diálogo com o governo, mas infelizmente até o momento nós não tivemos nenhum tipo de sucesso nessas nossas tentativas, resta pra gente a Justiça“, disse.

Francisco Ferreira/Foto: Ricardo Morais/OitoMeia.
 

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Piauí (Sintepi), a situação é calamitosa e tem afetado diretamente na saúde de vários funcionários da Agespisa.

“O governo fechou a empresa, não disse nada para ninguém, abandonou os trabalhadores numa atitude desrespeitosa para quem fundou essa empresa. Tem gente doente, tem gente com depressão, tem gente tomando remédio, tem gente que não tem mais nem um centavo, tem gente que está pedindo os parentes para comer, a situação é calamitosa“, disse.

Iara Amaral, funcionária da Agespisa/Foto: Ricardo Morais/OitoMeia.
 

Funcionária da Agespisa há 40 anos, Iara Amaral fez um apelo direto ao governador Rafael Fonteles. Ela afirmou que está com o psicológico abalado com a situação, e pediu para que os funcionários pudessem ter acesso à empresa novamente.

“Isso é doloroso, nós estamos com nosso fator psicológico incomodados, nós somos fortes, mas nós estamos doentes. Queremos o que é nosso por direito. Excelentíssimo senhor governador do Estado, doutor Rafael Fonteles, tenha piedade, misericórdia de nós, nos pague e nos lote, nós temos direito a lotação, não ficar em frente a empresa, ela estando vedada, pedindo permissão. Como é que a empresa está extinta, e temos que pedir permissão ao diretor para entrar, pegar nossos pertences. Nem nossos pertences podemos pegar, isso é doloroso, isso é triste”, afirmou.

Fonte: OitoMeia
 

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