Sérgio Nahas é preso na Bahia quase 24 anos após matar esposa
Local onde condenado foi detido é o mesmo em que o casal passou a lua de mel meses antes do crime
Sergio Nahas é preso na Bahia / Foto: Arquivo pessoal
O empresário paulista Sérgio Nahas foi preso no último sábado (17) na Praia do Forte, no litoral norte da Bahia, quase 24 anos depois de ter matado a própria esposa, Fernanda Orfali, em São Paulo. A prisão foi realizada após ele ser identificado por câmeras de reconhecimento facial, segundo a Polícia Civil da Bahia.
Após passar por audiência de custódia, Nahas foi encaminhado ao sistema prisional. O local onde ele foi detido é o mesmo em que o casal havia passado a lua de mel meses antes do crime.
Fernanda Orfali foi morta em maio de 2002, aos 28 anos, no bairro de Higienópolis, área nobre da capital paulista. De acordo com as investigações, ela foi atingida por um tiro no peito depois de pedir o fim do relacionamento. As apurações também apontaram que o casal vivia conflitos relacionados ao uso abusivo de drogas por Nahas e a um relacionamento extraconjugal mantido por ele.
Durante todo o processo, laudos periciais indicaram que o disparo partiu do empresário. Por isso, o Ministério Público sustentou que ele deveria ser condenado por homicídio qualificado. A defesa, por sua vez, alegou que Fernanda teria cometido suicídio, versão rejeitada pelas investigações e contestada pela família da vítima.
A condenação de Sérgio Nahas ocorreu apenas 16 anos após o crime. Em júri popular, ele foi sentenciado por homicídio simples, sem qualificadoras, a sete anos de prisão em regime semiaberto. Posteriormente, após recurso do Ministério Público, a pena foi aumentada para oito anos e dois meses de prisão em regime fechado.
Em 2025, foi expedido um mandado de prisão contra o empresário, e seu nome foi incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol, o que autorizava sua prisão em outros países, caso tivesse deixado o Brasil.
Familiares de Fernanda Orfali afirmam que nunca aceitaram a pena aplicada e criticam a demora da Justiça para condenar Nahas. Segundo eles, o poder econômico do empresário contribuiu para o prolongamento do processo ao longo dos anos.
Fonte: G1



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