Preso em Teresina ex-assessor de promotor de justiça
Ele teve a prisão preventiva decretada por descumprir medida cautelar de monitoramento eletrônico
Ex-assessor André Bispo / Foto: divulgação
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI), em parceria com a Polícia Civil do Piauí (PC-PI), cumpriu, na tarde de quarta-feira (11), mandado de prisão preventiva contra o advogado André Bispo, ex-assessor do promotor de Justiça Maurício Verdejo.
Segundo o MP-PI, a medida foi adotada após reiterado descumprimento da cautelar de monitoramento eletrônico imposta ao investigado. Após a prisão, ele foi encaminhado à Central de Flagrantes de Teresina e passou por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (12).
O pedido de prisão foi apresentado pela Procuradoria-Geral de Justiça do Piauí (PGJ-PI), por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça Jurídica, ao Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), que deferiu a solicitação. A decisão que determinou a prisão preventiva foi proferida na terça-feira (10).
André Bispo e o promotor Maurício Verdejo foram denunciados pelo Ministério Público, em setembro do ano passado, pelos crimes de concussão, prevaricação, tráfico de influência e supressão de documentos. A ação penal segue em andamento e aguarda a fase de instrução, quando serão colhidas provas e depoimentos para julgamento. O MP informou que a atuação conjunta com a Polícia Civil integra as ações de combate à corrupção e ao crime organizado no estado.
Relembra o caso
O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) recebeu a denúncia do Ministério Público do Piauí contra o promotor Maurício Verdejo e seu ex assessor André Ricardo Bispo. Eles respondem por concussão, prevaricação, tráfico de influência e supressão de documentos, no âmbito do PIC nº 008/2024.
Segundo a acusação, o promotor exigiu R$ 3 milhões do empresário Junno Pinheiro para arquivar um procedimento e influenciar sua absolvição em outro processo. As negociações ocorreram entre julho e agosto de 2024, em Cajueiro da Praia e Teresina. O promotor teria afirmado ter influência no TJ-PI e em tribunais superiores e que poderia “enterrar” provas.
As investigações mostram que o empresário entregou parte do valor na casa do promotor nos dias 2 e 7 de agosto. A Polícia Federal flagrou o encontro e apreendeu R$ 896 mil na residência.
Segundo as investigações, o ex-assessor André Ricardo teria atuado em conjunto com o promotor, inclusive orientando a vítima na elaboração de minutas de petições a serem protocoladas com o objetivo de viabilizar o arquivamento do Procedimento Investigatório Criminal.
O MPPI também aponta que o promotor bloqueou remotamente o celular apreendido, impedindo a perícia de acessar os dados. Diante da gravidade, o Ministério Público pediu sua prisão preventiva e a perda do cargo.
Fonte: Central Piauí



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