Professores suspendem aulas e protestam em frente à Seduc em Teresina
Professores realizaram uma manifestação em frente à Secretaria Estadual de Educação, em Teresina
Protesto dos professores da rede estadual de ensino / Foto: divulgação
Os professores suspenderam as aulas na última sexta-feira, 28 de agosto, e realizaram uma paralisação e com manifestação em frente à Secretaria Estadual de Educação cobrando a implementação do plano de cargos, carreiras e salários.
Segundo a categoria, haverá reunião no próximo dia 4 de setembro no intuito de debater a implementação do plano e, evitar uma greve ainda neste semestre e o atraso do ano letivo no ano que vem.
Segundo a direção do Sinte-PI, trabalhadores da rede estadual de educação cruzaram os braços em todo o Piauí na última sexta-feira, 28, denunciando o descaso do governo que há um ano analisa a proposta de Plano de Carreira, Cargos e Salários construída coletivamente pela categoria.
No pátio da Secretaria de Educação, o bolo simbólico de um ano de espera expôs que enquanto o governo celebra índices do IDEB, os trabalhadores seguem com o pior salário do país, sem progressão digna e sem perspectivas de valorização. Uma contradição destacada pela presidenta do sindicato, Paulina Almeida, ao afirmar que não dá para exigir excelência no ensino sem oferecer o mínimo: dignidade e valorização profissional.
De acordo com o sindicato os dados oficiais desmontam a propaganda otimista e revelam a urgência da luta, constatando-se que 13,8% da população do Piauí ainda não sabe ler nem escrever, que há doze anos 88% dos docentes eram efetivos e hoje, somente 37,3% e que vergonhosamente o estado paga o pior salário do país para funcionários da educação e professores da rede estadual.
“Esses números evidenciam desvalorização que empurra educadores ao abandono da profissão e compromete o futuro da escola pública” – lembra o Sinte-PI.
“A greve de 2025 deixou evidente que reajustes pontuais não sustentam o futuro. O que o Piauí precisa é de uma política permanente e estruturada de valorização, alinhada às diretrizes nacionais e capaz de resgatar a dignidade de quem dedica a vida às salas de aula” – reforça o sindicato,
“A luta por um Plano de Carreira digno é também a luta pela democracia, pela justiça social e pela construção de um Piauí que respeite seus educadores e educadoras” – concluiu o sindicato.
Fonte: Ascom



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