Estudantes passam mal dentro da escola estadual Miguel Lidiano em Picos
Os adolescentes passaram mal após sentir um forte odor na escola estadual Miguel Lidiano, em Picos
Fachada da escola estadual Miguel Lidiano, em Picos / Foto: divulgação
Ao menos onze alunos do Centro de Ensino de Tempo Integral (CETI) Miguel Lidiano, em Picos, passaram mal nesta quarta-feira (15) com sintomas como tontura, dor de cabeça e formigamento. Os estudantes foram levados para a ala de urgência de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, onde permanecem em observação. Todos têm entre 15 e 17 anos.
A coordenadora da Vigilância Sanitária de Picos, Lúcia Neiva, informou que uma equipe foi acionada e esteve na escola para averiguar a possível causa do mal-estar, mas nada foi identificado até o momento. Uma das hipóteses levantadas pelos próprios alunos foi a passagem de um carro fumacê, responsável pela aplicação de inseticida, possibilidade que foi descartada pela coordenação.
“Eles estavam desconfiando que foi o carro fumacê, o que não tem veracidade. Não tinha como. O carro passa em horário próprio e, atualmente, está no município de Coronel José Dias. Além disso, não temos histórico recente de casos de dengue. O carro só circula quando há esse registro”, explicou.
A estudante Rafaela Maria, de 17 anos, relatou que havia retornado do almoço quando sentiu um cheiro muito forte dentro da escola. Segundo ela, alunos saíram das salas para tentar identificar a origem do odor e, ao retornarem, já havia relatos de colegas passando mal. Ela foi até a unidade de saúde visitar uma prima, que está entre as estudantes atendidas.
Relatos dos próprios alunos indicam que, pouco antes de passarem mal, um cheiro forte foi percebido no ambiente. O odor foi descrito como semelhante à mistura de substâncias como óleo, inseticida, asfalto e esgoto. Os estudantes passaram por exames clínicos, incluindo eletrocardiograma e análises de sangue, mas não realizaram exame toxicológico devido à indisponibilidade do procedimento na unidade.
De acordo com a unidade de saúde, os alunos apresentaram sintomas simultaneamente ainda dentro da escola, o que levou a direção a acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Parte dos estudantes foi encaminhada em ambulâncias, enquanto outros foram levados por meios próprios.
Os médicos levantam a possibilidade de intoxicação por algum agente presente no ar, ainda não identificado. Até o momento, não há confirmação sobre a causa do ocorrido. Segundo ela, um cheiro forte, semelhante ao de equipamento eletrônico queimado, foi percebido em diversos ambientes, o que levou professores a liberarem os estudantes devido à intensidade do odor.
Ainda conforme a escola, os sintomas mais comuns entre os alunos foram tontura, dor de cabeça e formigamento. O caso deve ser investigado.
Fonte: Clubenews



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