Deputado do PP do Piauí Átila Lira vota contra quebra de sigilo bancário de Lulinha
Além dele, a suplente de senadora no exercício do mandato, Jussara Lima votou contra requerimento
Deputado Átila Lira (PP-PI) / Foto: divulgação
Mesmo filiado ao Progressistas, partido de oposição ao Planalto, o deputado federal piauiense Átila Lira votou contra os requerimentos que pediam a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante sessão da CPMI do INSS realizada na última quinta-feira (26).
Além dele, também votou contra a quebra de sigilo bancário de Lulinha, a suplente de senadora no exercício do mandato, Jussara Lima (PSD-PI). Apesar da posição dos parlamentares piauienses, os pedidos foram aprovados pela maioria do colegiado.
A votação expôs o posicionamento dos dois representantes do Piauí em um dos pontos mais sensíveis da investigação, que envolve diretamente o filho do presidente da República e amplia a dimensão política da CPMI.
Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teve o nome citado como um dos possíveis beneficiários do esquema investigado na Operação Sem Desconto, que apura desvios no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social. Ele é apontado como suposto “sócio oculto” de Antônio Camilo Antunes, conhecido como careca do INSS.
Com a aprovação das quebras de sigilo, a comissão terá acesso a extratos bancários, movimentações financeiras, declarações de Imposto de Renda e contratos vinculados ao empresário. A medida permitirá aos parlamentares analisar eventuais entradas de recursos compatíveis com a suspeita de uma suposta mesada de R$ 300 mil, mencionada durante os debates na comissão.
As decisões de quebra de sigilo aprovadas por uma CPMI têm caráter obrigatório. Pela Constituição, as CPMIs têm poder de investigação, o que inclui determinar a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e de dados, sem necessidade de autorização judicial prévia. Assim, órgãos devem cumprir as ordens aprovadas pela comissão.
Fonte: Portal AZ



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