• Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019

Delegado-geral reage à denúncia do MP e diz que promotor quer se vingar

Luccy Keiko lamentou a denúncia ajuizada e criticou a ação como forma de constrangimento a sua pessoa

Delegado-geral da Polícia Civil do Piauí / Foto: Analice Borges/Cidade Verde

O delegado-geral Luccy Keiko Leal afirmou nesta terça-feira (10) que se trata de uma "vingança" com motivações pessoais a denuncia à justiça do Ministério Público Estadual contra ele. Essa semana, o promotor Galeno Aristóteles  acusou Luccy Keiko de interferir em investigações no interior do estado. Em entrevista Keiko lamentou a denúncia ajuizada e criticou a ação como forma de constrangimento a sua pessoa.

“Encaro simplesmente como uma vingança. Infelizmente o promotor agiu por motivos pessoas, utilizou a máquina do estado, utilizou a persecução penal, que é algo muito sério, por um capricho. Simplesmente porque o nosso sindicato denunciou-o no Conselho Nacional do Ministério Público por crime de abuso de autoridade”, disse o delegado-geral.

De acordo com a denúncia, o chefe da polícia no estado teria assinado portaria, removendo para outra cidade, o delegado à frente das investigações, no momento em que provas cruciais eram juntadas ao inquérito policial. 

Keiko, por sua vez, rebate a denúncia. Ele nega qualquer envolvimento e afirma que a transferência do delegado se deu para cumprir licença médica de outra delegada, uma designação temporária. 

“Eu não tenho terreno em Luís Correia, eu não tenho contato com nenhuma pessoa investigada por grilagem de terra em Luís Correia, não tem um áudio em que se referem a mim, não tem um áudio de pessoa conversando comigo, eu não avoquei autos de inquérito policial, eu não determinei diligências em inquérito policial. Durante o período, o inquérito não foi avocado por ninguém”, afirma. 

Persecução Penal

O delegado-geral se diz constrangido diante da denúncia que caracterizou como aberrante e descabida. Segundo ele, o promotor aponta uma suspeita séria baseada usando parâmetros da persecução penal.

“Muita ilação, muita conjectura. Ele pegou, olhou os fatos, raciocinou da maneira que quis e fez um ato gravíssimo desse, me colocando em uma denúncia criminal por organização criminosa. É muito sério isso, usar a persecução penal por motivos pessoais, para constranger, para macular a imagem das pessoas”, lamenta Keiko.

Carreira

Na entrevista, Keiko lembrou a sua trajetória de mais de 20 anos na Polícia Civil, onde foi agente de polícia e presidente da Associação dos Delegados. “Não tenho nada que macule a minha carreira, não tenho um processo na corregedoria”, disse.

Foco na gestão

Segundo o delegado-geral, a denúncia não vai “tirar o foco” da sua gestão na Polícia Civil. Ele assinala a redução da criminalidade como um dos seus principais focos no comando da Delegacia Geral em conjunto com a PM e outras polícias.

Denúncia

A denúncia foi ajuizada pelo promotor Galeno Aristóteles de Coelho Sá. Procurada pela reportagem a assessoria de Comunicação do Ministério Público informou que o promotor não vai se manifestar.

Força-tarefa

Na entrevista, Keiko também adiantou sobre ação da Secretaria de Segurança que prevê reforço nas investigações e cumprimento de mandados. Nesta semana, a Polícia Civil anunciou que os policiais terão gratificação de até R$ 1.500 para investigar em horário de folga.

A força-tarefa inclui a criação de grupos de Whatsapp, distribuição de telefones funcionais para melhor comunicação entre os investigadores da região.
 

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