Policiais penais realizam manifestação e cobram do governador regulamentação da categoria
Diretor jurídico do sindicato, Kleiton Holanda, afirmou que essa regulamentação é importante para que a categoria evolua quanto às questões salariais, de promoções, e no âmbito funcional
Manifestação dos policiais penais / Foto: divulgação
Em meio a uma luta que já dura cinco anos pela valorização da categoria, o Sindicato dos Policiais Penais do Piauí (Sinpoljuspi) realizou mais uma manifestação na manhã desta terça-feira, 17 de março, em Teresina.
O ato aconteceu na Avenida Frei Serafim e os manifestantes cobram cobraram do governo do estado à criação e aprovação do estatuto próprio da categoria.
Durante a manifestação, os policiais penais afirmaram que, se as tratativas não avançarem, poderá haver paralisações sistemáticas.
O diretor jurídico do sindicato, Kleiton Holanda, afirmou que essa regulamentação é importante para que a categoria evolua quanto às questões salariais, de promoções, bem como do adicional de insalubridade e alimentação.
“O estatuto é o regramento que vai dizer todo o âmbito funcional do policial penal, seus direitos e obrigações, com os devidos reconhecimentos” – pontuou.
Ele acrescentou que demanda do sistema carcerário aumentou significativamente, resultando em superlotação, mas o número de servidores quase não se altera, gerando uma sobrecarga de trabalho.
“O governador Rafael Fonteles recebeu o sistema penitenciário com cinco mil presidiários e um corpo funcional com praticamente 900 servidores. Mesmo com os cursos de formação e as nomeações, nós não ultrapassamos mil servidores, porque muitos se aposentam, falecem, ou vão para outros concursos, ou seja, a demanda aumentou e o número de profissionais continua na mesma”, explicou.
O diretor jurídico afirmou que já houve uma reunião com representantes do governo, porém, a demanda não foi resolvida. Diante dessa omissão, os policiais devem intensificar as manifestações, com possibilidade de paralisar alguns setores.
“O governo já chamou para conversar na sexta, mas não avançamos em nada e a categoria deliberou para continuar o movimento de manifestações. Se não tivermos um posicionamento oficial do Governo do Piauí nesta semana para atender à demanda da categoria, nós iremos continuar com os protestos, chegando às paralisações”, declarou.
Kleiton Holanda explicou também o que significa a falta desse estatuto para os profissionais. “O governo usa a falta dessa lei para estar sempre assolando o servidor. Ela é uma obrigação do poder executivo e para isso vamos continuar lutando, firmes e fortes”, disse.
No último dia 12 de março, Um grupo de policiais penais do Piauí já havia realizado uma manifestação dentro da Secretaria de Estado da Administração (Sead-PI). De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Secretaria de Justiça (Sinpoljuspi), o protesto visa uma série de reivindicações.
Entre as pautas está a regulamentação da categoria. “O objetivo do protesto é a regulamentação da Polícia Penal, que está pendente há mais de cinco anos e o governo se omite. A Polícia Penal foi criada recentemente e o estado não regulamentou ainda", disse Acácio Castro, secretário da entidade de classe.
Além disso, o Sinpoljuspi cobra a implementação de um plano de carreira para a valorização dos policiais penais do estado. “Essa categoria faz um trabalho difícil e árduo, em presídios superlotados, em situação precárias e com baixo efetivo, sem a valorização necessária”, destacou o sindicalista.
Fonte: Viagora



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