Polícia Federal investiga compra de triplex de R$ 22 milhões por Ciro Nogueira
As informações foram divulgadas neste domingo pelo Metrópoles, com base em investigações da PF
Senador Ciro Nogueira / Foto: divulgação
A Polícia Federal passou a investigar a compra de um triplex de luxo em São Paulo pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e possíveis vantagens indevidas a agentes políticos.
As informações foram divulgadas neste domingo pelo Metrópoles, com base em investigações da PF.
Segundo a investigação, o imóvel de alto padrão, avaliado em cerca de R$ 22 milhões, foi adquirido semanas antes de o senador apresentar uma proposta de emenda constitucional que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A medida, de acordo com a PF, poderia beneficiar instituições financeiras com dificuldades de liquidez, entre elas o Banco Master.
Os investigadores apontam que a compra do triplex ocorreu 26 dias antes da apresentação da chamada “Emenda Master”. Mensagens apreendidas pela operação indicariam que assessores ligados ao banco teriam elaborado o texto posteriormente apresentado no Senado por Ciro Nogueira. Em uma das conversas citadas pela PF, o banqueiro Daniel Vorcaro teria afirmado que a proposta “saiu exatamente como mandei”.
A apuração também investiga supostos repasses mensais atribuídos ao grupo empresarial ligado ao senador. De acordo com a PF, empresas relacionadas a Ciro teriam recebido pagamentos entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais. A corporação afirma ainda que uma holding apontada como ligada ao parlamentar foi utilizada em negociações imobiliárias envolvendo imóveis de alto padrão.
Na última quinta-feira, a quinta fase da Operação Compliance Zero teve Ciro Nogueira como alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos em Brasília e no Piauí. Durante a ação, agentes apreenderam veículos, incluindo uma BMW, além de malotes encontrados na residência do senador na capital federal.
A defesa do parlamentar nega irregularidades e afirma que o imóvel foi adquirido com recursos próprios por meio de empresa da família. Os advogados também sustentam que as medidas adotadas pela investigação foram baseadas em “mera troca de mensagens” e classificaram as suspeitas como precipitações sem comprovação de ilegalidade.
Fonte: Com informações do Metrópoles



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