MP Eleitoral investiga Washington Bandeira por uso da máquina pública no Piauí
A portaria aponta possível promoção eleitoral antecipada com uso da estrutura do Palácio de Karnak
Washington Bandeira é investigado pelo Ministério Público Eleitoral / Foto: divulgação
O Ministério Público Eleitoral no Piauí instaurou um Procedimento Preparatório Eleitoral para apurar o suposto uso indevido da máquina pública e possível abuso de poder político por parte do assessor especial do Governo do Estado, Washington Bandeira.
A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 1/2026/GABPRE/PRPI, assinada pelo procurador regional eleitoral Kelston Pinheiro Lages, em 20 de março de 2026.
Segundo o documento, a investigação tem como base uma manifestação que relata que Washington Bandeira — já anunciado publicamente como pré-candidato a vice-governador — estaria utilizando a estrutura do Palácio de Karnak, a agenda institucional e a visibilidade do cargo para realizar articulações políticas, reuniões com parlamentares e lideranças partidárias, além de divulgar conteúdos em redes sociais associando sua imagem pessoal ao governo.
]De acordo com o MP Eleitoral, as condutas teriam ocorrido antes do período oficial de campanha, sem pedido explícito de votos, mas em contexto que pode configurar promoção político-eleitoral antecipada, além de possível desequilíbrio na disputa entre pré-candidatos.
A portaria também menciona que o próprio governador Rafael Fonteles confirmou publicamente, em janeiro de 2026, o nome de Washington Bandeira como pré-candidato a vice-governador. Na ocasião, Fonteles declarou apoio ao ex-secretário de Educação, destacando que a escolha foi resultado de diálogo com lideranças políticas e partidárias.
Para o Ministério Público, os fatos podem, em tese, caracterizar abuso de poder político e econômico, além de uso indevido dos meios de comunicação social, conforme previsto na Lei Complementar nº 64/1990. Também são citadas possíveis condutas vedadas a agentes públicos durante o período eleitoral, previstas na Lei nº 9.504/1997.
O procedimento agora busca reunir elementos para verificar a regularidade dos atos e decidir sobre eventual adoção de medidas judiciais.
Fonte: Portal AZ



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