Familiares e amigos de Deda clamam por justiça
Antônio Carlos de Amorim, Deda, 50 anos, foi espancado próximo ao estádio Helvídio Nunes, em Picos
Familiares e amigos de Deda cobram justiça / Foto: José Maria Barros
Familiares e amigos de Antônio Carlos de Amorim, o Deda, de 50 anos, que foi morto por espancamento ontem à noite, cobram das autoridades de segurança e da justiça, punição aos responsáveis pelo crime.
Durante a missa de corpo presente realizada na tarde desta quarta-feira, 29 de julho, na igreja do bairro Paroquial, familiares e amigos de Deda clamaram por justiça.
Sob aplausos e com gritos de justiça, o caixão com o corpo de Deda deixou a igreja do bairro Paroquial por volta das 16h45. O cortejo seguiu para o cemitério Jardim da Eternidade, no bairro Parque de Exposição, zona Leste de Picos.
Na saída, crianças atendidas pelo projeto social criado por Deda portavam balões brancos e algumas delas não conseguiram conter o choro.
Homicídio
Segundo informações preliminares, Deda teria sido atacado por dois homens que o espancaram brutalmente. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Regional Justino Luz, mas não resistiu aos ferimentos.
Até o momento, não há informações sobre quem seriam os responsáveis pelo ataque nem sobre o que teria motivado a agressão.
Trajetória
Conhecido por sua trajetória na música Deda integrou o staff como baterista de bandas locais ao longo da vida e, também era presença constante em charangas que animavam caravanas políticas, eventos esportivos e jogos de futebol. Além disso, ele também atuou como gandula da Sociedade Esportiva de Picos (Sep), sendo uma figura bastante conhecida por desportistas e músicos da cidade. Também chegou a trabalhar na secretaria municipal de Serviços Públicos.
Deda era reconhecido como fundador da Arena Paroquial, projeto social que há cinco anos utiliza o esporte como ferramenta de inclusão e hoje atende cerca de 100 crianças.
Nas redes sociais, a morte de Deda provocou grande comoção. Amigos e familiares publicaram mensagens lamentando a perda e lembrando a vítima como um ser humano que não fazia mal a ninguém, ao mesmo tempo em que cobraram uma investigação rigorosa para identificar e responsabilizar os autores do crime.
Deda era reconhecido como fundador da Arena Paroquial, projeto social que, há cinco anos, utiliza o esporte como ferramenta de inclusão e hoje atende cerca de 100 crianças.



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