• Domingo, 21 de Julho de 2019

Dom Plínio descarta reunião com MP e pede que órgão decida sobre reforma da Catedral

Decisão do bispo foi anunciada após reunião com vereadores e representantes da sociedade na manhã desta quarta-feira, 12

Bispo de Picos rejeita proposta de reunião com o Ministério Público / Foto: José Maria Barros

Matéria originalmente publicada no GP1

Por José Maria Barros

O bispo diocesano de Picos, dom Plínio José Luz da Silva, descartou a participação em uma reunião com o Ministério Público do Estado para tratar sobre a paralisação da obra de reforma da Catedral Nossa Senhora dos Remédios. O religioso disse que vai aguardar uma posição oficial do órgão sobre o assunto, para depois tomar uma decisão se retoma ou não o serviço de troca do piso do templo.

Dom Plínio cobra decisão do Ministério Público sobre o impasse/Foto: José Maria Barros.
 

A proposta de uma reunião com o Ministério Público foi apresentada por uma comissão de vereadores durante reunião realizada na manhã desta quarta-feira, 12, no Salão Paroquial da Igreja Catedral. Além de dom Plínio estavam presentes o pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, Padre Francisco Pereira Borges (Chiquinho); Padre David Barros e Padre João Pereira, o Joãozinho e Padre Francisco de Assis, pároco da Paróquia de São José Operário.

Proposta de reunião com o Ministério Público foi rejeitada por dom Plínio/Foto: José Maria Barros.
 

Também presentes leigos católicos e os vereadores Hugo Victor (MDB), presidente da Câmara Municipal de Picos; José Rinaldo, o Rinaldinho (Progressistas); Wellington Dantas (PT), Francisca Celestina, a Dalva Mocó (PTB), Raimundo Nunes Ibiapino, o Renato (PRP); Antônio Moura (PCdoB), Valdívia Santos (PRP), Simão Carvalho (PSD) e José Joaquim de Carvalho, o Dedé Monteiro (PPS).

Reunião contou com a presença de representantes da Igreja, leigos e vereadores/Foto: José Maria Barros.
 

Impasse
    
Durante a reunião, dom Plínio comentou todo o processo para reforma da Catedral, cujo serviço teve início em 22 de abril e foi paralisado dois dias depois por recomendação do Ministério Público baseado em uma Lei Municipal de Tombamento do templo.
    
“Nós não vamos fazer nada enquanto não tivermos o parecer oficial do Ministério Público! Alguém denunciou ao órgão ministerial e agora só temos duas saídas: ou retiram a denúncia ou o Ministério Público se pronuncia e, estamos esperando esse pronunciamento oficial, pois, é a partir dele que vamos tomar uma posição” – anunciou dom Plínio.

Dom Plínio garante que obra continuará parada enquanto não sair uma decisão do Ministério Público/Foto: José Maria Barros.
 

Segundo dom Plínio, todos devem ser ouvidos, mas a maioria deve ser respeitada. “Não sei se é uma saída convocar uma reunião com o Ministério Público, pois existe uma lei que trata do tombamento da Catedral. Lamentamos, porque não fomos notificados, não recebemos nenhuma informação sobre o projeto” – lembrou.
    
Segundo o bispo, como está a Igreja Catedral é inaceitável e isso já ficou bem claro. “Voltar ao original é impossível, até porque não era mais original, já está bem estragado. Se você for restaurar terá que fazer uma peça nova. Um piso que tem quase 60 anos você comparar um novo com o velho vai ficar uma feiura, praticamente como São João, aquelas bandeirolas de São João” – comparou.

Dom Plínio diz que é inaceitável a Catedral ficar do jeito que está/Foto: José Maria Barros.
 

De acordo com dom Plínio, o piso não é só para agradar a quem entende de cultura, o piso é para agradar a quem vem a Igreja. “Acredito que para o povo de Picos o mais importante é vê essa Igreja por dentro, mesmo na parte física e, é isso que nós queríamos fazer com todo o critério, consultando uma pessoa credenciada, que tem competência para isso, sem desmerecer os que são daqui” – ressaltou.

Dom Plínio e Padre Chqiuinho receberam ataques de pessoas de dentro da própria igreja/Foto: José Maria Barros.
 

Mudança do projeto
    
Diante do impasse a Câmara Municipal de Picos deve votar uma emenda a Lei nº 2866/2017, que dispõe sobre o Tombamento de Edificações Públicas e Privadas, dentre as quais a Catedral de Picos. A intenção, segundo apurou o Informa Picos, seria flexibilizar a possibilidade de reforma do templo.

Piso da Catedral já se encontrava estragado/Foto: José Maria Barros.
 

A lei de tombamento é de autoria do vereador Francisco das Chagas de Sousa, o Chaguinha (PTB), foi aprovada em plenário pela Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito, Padre José Walmir de Lima (PT), em 11 de dezembro de 2017, sem que fosse ouvida ou sequer comunicada a Diocese de Picos ou a Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, que é a responsável pela Catedral.

Dom Plínio diz que vontade da maioria deve prevalecer/Foto: José Maria Barros.
 
Padre Chiquinho lembra que maioria votou a favor da troca do piso/Foto: José Maria Barros.


 

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